segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Palestra: “Escola Segura” em Silvares

“Na declaração Universal dos Direitos Humanos, a Organização das Nações Unidas proclamou que a infância tem direito a ajuda e assistências pessoais… A criança, para o desenvolvimento harmonioso da sua personalidade, deve crescer num ambiente familiar, em clima de felicidade, amor e compreensão… A criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma proteção e cuidados especiais, nomeadamente de proteção adequada, tanto antes como depois de entrar para a escola…”
É fundamental criar e manter um ambiente saudável para as crianças, apostando em hábitos e comportamentos seguros. É também crucial ensiná-las e alertá-las para os perigos e consequências que certos atos envolvem.   
No âmbito do Plano Anual de Atividades deste estabelecimento de ensino foi implementada e dinamizada a atividade “Escola Segura”, por agentes de segurança da G.N.R. O programa Escola Segura é uma iniciativa que visa promover uma cultura de segurança e prevenção, nas escolas e espaços envolventes.
Esta atividade pretendeu ainda preparar para a defesa da integridade física e mental das crianças, para que elas possam crescer explorando o ambiente que a rodeia, controlando e correndo o mínimo de riscos possíveis!
No âmbito dos conteúdos transmitidos, as aprendizagens decorreram num clima animado de diálogo e interação entre os intervenientes. No fim da apresentação do PowerPoint, os agentes mostraram-se disponíveis para responderem às questões que os alunos colocaram e ofereceram a cada aluno, um manual sobre segurança.
Em contexto de sala de aula, o tema da Segurança foi explorado de forma afinca, através de canções, folhetos informativos, textos escritos, ilustrações, pinturas, cartazes, jogos diversos e registos.
Não podemos esquecer que as crianças pelo exemplo, consolidam aprendizagens, interiorizam conteúdos, valores e atitudes positivas. Devemos ensinar-lhes a conseguir segurança perante o risco e que desenvolvam e adquiram capacidades de conhecer a importância dos acidentes e as suas causas, que detetem os elementos à sua volta que podem ser causadores dos acidentes e que conheçam as limitações no momento de enfrentar os riscos. Saber identificar e minorar esses perigos ou intervir em caso de emergência pode fazer a diferença para as crianças e para quem cuida delas.
Só assim poderão explorar o mundo que as rodeia com segurança e com o menor número possível de acidentes!

EB1/JI de Teixugueira - Silvares  







terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os pequenos REIS MAGOS de Silvares


O Dia de Reis, fecha a época festiva do Natal. Os Reis Magos eram três sábios astrólogos do Oriente e chamavam-se: Melchior, Gaspar e Baltazar. Supõe-se que eram sábios, porque na Idade Média, o termo “mago” era sinónimo de “sábio”, e esta sabedoria está manifesta no Auto ou Reprodução dos Reis Magos, um pequeno texto teatral do século XII. Estudavam o céu e conheciam as estrelas, por isso se surpreenderam ao encontrar uma nova estrela e decidiram segui-la. Os Reis Magos foram transformados pela tradição em Reis do Oriente, e, supõe-se que é de lá que vêm todos os anos para nos visitarem no dia 6 de janeiro.
Um beneditino, doutor da igreja do século XIV, descreveu os Reis Magos num manuscrito: Belchior era um velho rei de cabelos e barbas brancas. O seu presente para Jesus é ouro, que representa a sua natureza real; Gaspar por sua vez, era um rei jovem e robusto. O seu presente é o incenso, que representa a natureza divina de Jesus; e, finalmente Baltazar era descrito como um rei negro, de barba cerrada e de meia-idade. O seu presente é a mirra, uma especiaria usada como analgésico. Este presente representa o sofrimento e morte futura de Jesus. Durante a sua crucificação, Nicodemos oferece vinho misturado com mirra para aliviar as dores.  
A tradição de cantar os Reis, ou as Janeiras, é muito antiga e ainda está muito presente em muitas terras portuguesas. Está nas nossas mãos preservar o que de bom as nossas tradições têm e que fazem com que nos identifiquemos culturalmente com a nossa região e cultura. Assim, o Jardim-de-infância de Silvares celebrou o dia de Reis, dialogando com os seus alunos sobre o significado desta tradição; realizando coroas, com cartolinas e adereços decorativos; construindo instrumentos musicais com materiais de desperdício; explorando imagens, lendas e histórias referentes ao tema, e, cantando os Reis pela comunidade local. Durante uma semana, ouviram-se crianças a baterem às portas e a cantarem quadras alusivas às festas. As pessoas visitadas responderam com uma palavra ou lembrança de agradecimento e o grupo avançava para a casa seguinte.
As crianças participaram com grande entusiasmo e dedicação nesta atividade, tornando-os elementos civicamente responsáveis e culturalmente ativos.
A todos aqueles que nos acolheram e permitiram a plena concretização desta atividade, um bem-haja.

JI de Silvares, janeiro 2013







“Conversas com Mães”, em Silvares


O livro “O principezinho”, de Antoine de Saint-Exupery, é uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de fato são os valores da vida. Quem leu este livro, lembra-se com certeza do amor e carinho que este principezinho dedicou à sua flor, de como ela cresceu e se tornou mais forte com os seus cuidados. Não será isto o que se passa com as nossas crianças? É com o nosso amor, proteção e disponibilidade que eles, tal como a flor da história se tornam mais fortes e melhores seres humanos.
As crianças experimentam ao ouvir o outro, e em especial as suas mães, uma agradável sensação de bem-estar, plenitude e harmonia que lhes permite sentirem-se protegidos, ouvidos e mais unidos à outra pessoa, apaziguando os seus receios e alegrando as suas vivências da infância.
Em parceria com a Biblioteca Escolar, foi dinamizada, na EB1/JI de Silvares, a atividade intitulada “Conversas com Mães”, que teve como principais objetivos valorizar a história pessoal, social e cultural das famílias através do conhecimento de alguns episódios e testemunhos do passado; conhecer, respeitar e valorizar as mães; levar os alunos a identificarem-se como membro de uma família, apreciá-la como própria e particular, a partir das observações, histórias e experiências. Foram apresentadas histórias, explorados livros/contos e recitadas poesias por algumas crianças. As mães interagiram com as crianças, relataram vivências/experiências e escutaram com atenção a intervenção de alguns alunos. No fim todos os participantes realizaram o registo desta atividade num livro e realizou-se um lanche convívio.
Estas aprendizagens /experiências, basearam-se na exploração do carácter lúdico da linguagem, no prazer em lidar com as palavras, sons e na descoberta das interpretações, levando a que as crianças vivenciassem um conjunto de experiências.
Ao observar, apresentar, partilhar acontecimentos e vivências, surgiram conversas, perguntas, conteúdos e momentos significativos, de convívio e cumplicidade.
Fica aqui um desafio, para que os pais e encarregados de educação, consigam mudar alguma coisa na organização das suas vidas, permitindo assim criar um envolvimento mais humano, caloroso e uma intimidade autêntica com os seus educandos.

EB1/JI de Teixugueira - Silvares 








quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O corpo humano, “descubro como sou”


O conhecimento e a representação do próprio corpo, denominada de esquema corporal, tem um papel fundamental nas relações entre o EU e o mundo exterior. A consciência do próprio corpo e das suas potencialidades, é abordada na educação pré-escolar em todas as áreas curriculares.
 Ao longo do tempo vamos acompanhando as nossas crianças no seu desenvolvimento integral e partilhando com elas a descoberta da sua identidade e da sua progressiva autonomia. Entre os 3 e os 6 anos, a criança manifesta-se através do seu corpo com maior intensidade e expressa-se de diferentes maneiras na sua relação com o espaço, com os seus colegas, com os adultos e com os objetos.
Assim no Jardim-de-infância de Silvares foram realizadas atividades diferenciadas, relacionadas com este tema e que tiveram como principais objetivos, levar as crianças a explorarem o corpo com todos os sentidos, a nomearem as diferentes partes do corpo humano, a utilizarem o corpo para comunicarem com os outros através da linguagem, do gesto e do movimento, e, a adquirirem hábitos que permitam manter o corpo saudável. Na construção do esquema corporal não bastou a maturação neurológica e sensorial, nem somente o exercício e a experimentação, mas também foi decisiva a experiência social. Isto porque, à medida que a criança cresce e se relaciona, vai descobrindo a sua identidade e a dos outros. A criança é produto e produtora de valores e relações.


Já posso ver com os meus olhos,
com o nariz fazer atchim!
E com a boca pequenina
comer pipocas assim: nham, nham…

Na minha cara redonda
tenho olhos e nariz,
e uma boca pequenina
para comer e para rir.

Aqui tens a minha cara,
que parece uma casinha;
os cabelos da cabeça
são as telhas lá em cima.

Os olhos são as janelas
que me trazem sempre alerta.
E a boca é uma porta
que está quase sempre aberta.

No meio está o nariz,
campainha que te diz:
“Ring, ring, ring, ring,
ring,, ring! Estou feliz!
JI de Silvares, outubro de 2012










terça-feira, 23 de outubro de 2012

“DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO” - em Silvares


“Pensar pedagogicamente a alimentação é interpretá-la como ato de cultura. As conceções alimentares, as preferências gustativas, os hábitos de higiene e os gestos de etiqueta correlativos traduzem modos de pensar, sentir e agir que se diferenciam de País para País, de região para região, de cultura para cultura e de família para família.”

Segundo os especialistas, as crianças comem mal, muito e mexem-se pouco. Deixaram de brincar ativamente na rua para ficarem em casa em frente à televisão ou ao computador. Por outro lado, a era da “fast food” entrou nos hábitos alimentares mesmo das mais pequenas, para já não falar na comida cheia de açúcares e gorduras e sem qualquer valor nutritivo, como determinados “snacks”, batatas fritas de pacote e produtos de pastelaria, que fazem parte dos seus lanches e pequenos-almoços. Mesmo os vulgares cereais devem ser criteriosamente escolhidos, pois a maioria é demasiado rico em açúcar, uma boa razão para que o seu consumo não deva ser diário e em grandes quantidades.
A 16 de Outubro assinalou-se o Dia Mundial da Alimentação, pelo que a EB/JI de Teixugueira - Silvares decidiu dedicar à alimentação saudável e à importância que esta assume nos alunos, algumas atividades diversificadas. Estas passaram pela exposição de uma palestra, exposta pela nutricionista Mariana Silva, sobre a “A Educação para a Saúde”, na apresentação da história “A menina que não gostava de fruta”, pela exposição da roda dos alimentos, canções, lengalengas, adivinhas, poesias, ilustrações, jogos educativos e pela realização de um Folheto informativo. A sala da educação pré-escolar confecionou ainda, uma salada de frutas e um marcador de copos.
Participar e intervir na palestra, em todas as etapas da confeção da salada de frutas e diferenciar as experiências foram estratégias educativas que dispuseram os alunos para uma sensibilidade alimentar que excedeu os limites iniciais do conhecimento de cada criança. Aprendizagens que conhecidas e compreendidas poderão assegurar o êxito de hábitos saudáveis implementados e, com alguma persistência e exemplo, pretendem salvaguardar a saúde destas gerações no futuro.

“Comer é um dos maiores prazeres da vida…”
Ajude o seu filho a transformá-lo num prazer saudável!

EB/JI de Teixugueira - Silvares